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Dicas de Pesca para o Pantanal

A melhor infra-estrutura da região!

Dicas de Pesca para o Pantanal

A simplificação e a redução do volume e peso de uma tralha de pesca são sempre motivo de atenção para os pescadores esportivos, sejam veteranos ou novatos.

Quando se trata de pescarias a longa distância, como as do Pantanal, incluindo transporte aéreo, a viagem merece um pouco de planejamento e uma escolha sensata da tralha. Observando e pondo em prática o que aprendi, cheguei a uma relação básica, com ajuda do meu parceiro Ailton Salgado, de quais equipamentos levar para uma pescaria naquela região, válida para outros lugares distantes.

Minha sugestão, amigos leitores, abrange a pesca dos peixes esportivos mais conhecidos do Pantanal, com exceção do Jaú.  Esse peixe, o maior da região, é um adversário de força bruta e requer equipamento pesado e especial.

Meu objetivo é definir um equipamento que permita pescar a maior variedade de espécies, mudando apenas o material de ponta (chumbada, girador, grampo, empate e anzol).  Sem desprezar outros peixes esportivos da região, como a Piraputanga, minha atenção se concentrou na experiência e observação, na pesca dos seguintes peixes, em ordem alfabética: Barbado, Cachara, Cachorra, Dourado, Pacu, Piauçu, Pintado (peixes de couro e de escamas, diferentes no comportamento e na reação quando fisgados, porém todos habitando o mesmo paraíso aquático chamado Pantanal).  Com as informações reunidas, passo a vocês o seguinte equipamento normalmente usado para cada peixe:

  • Barbado: Vara de ação média, para linha 0,35 a 0,50 mm, anzol 4/0 a 7/0.
  • Cachara: Vara média/pesada, linha 0,40 a 0,60, anzol 5/0 a 8/0
  • Cachorra: Vara de ação média, linha 0,30 a 0,45, anzol 4/0 a 6/0
  • Dourado: Vara média/pesada, linha 0,35 a 0,50, anzol 4/0 a 6/0
  • Pacu: Vara média/pesada, linha 0,35 a 0,50, anzol 3/0 a 6/0
  • Piauçu: Vara de ação média, linha 0,30 a 0,40, anzol 2/0 a 5/0
  • Pintado: Vara média/pesada, linha 0,40 a 0,70, anzol 5/0 a 8/0

 

Assim, pude chegar a uma tralha menor para uma viagem àquela região, com duração média de cinco dias de pesca, e que nos tem servido muito bem. No meu caso, só pesco com uma vara de cada vez, não colocando varas na espera ou no “secretário”. A sugestão para levar no mínimo três varas e respectivos molinetes ou carretilhas é por segurança quanto à quebra ou defeito no equipamento e, eventualmente, para emprestar ao piloteiro.

Minha sugestão aos companheiros é a seguinte:

- Levar três varas de pesca, tamanhos variando entre 1,80 m a 2,10 m, sendo uma de ação média e duas de ação média-pesada.
- Três carretilhas (ou molinetes) de tamanho médio, que comportem pelo menos 100 metros de linha 0,35 a 0,60 mm, já enchidos com as linhas.
- Dois rolos de linha reserva, com diâmetros entre 0,35 e 0,60 mm. Acredito que a qualidade da linha escolhida tem uma importante participação para se formar um equipamento padrão  satisfatório  (veja abaixo).
- 60 chumbadas oliva, com pesos variados, incluindo 30 e 60 g.
- Giradores (distorcedores) com resistência aproximada de 12 Kg. (Nº 3 ou 4).
- Grampos (presilhas) de tamanho proporcional aos giradores.
- 60 anzóis encastoados em aço (dez tam. 2/0, vinte 5/0, vinte 6/0 e dez 7/0).
- Algumas iscas artificiais de meia água, incluindo colheres.
- Leaders de aço encapado, com resistência de 20 a 30 libras (10 a 15 Kg), para uso com as iscas artificiais.
- Levar alicate de contenção, e outro alicate de bico longo, para remover os anzóis.

Uma tralha dessas tem sido suficiente para ótimas pescarias no Pantanal, com a vantagem de ser compacta. É verdade que certas situações de pesca ficam um pouco prejudicadas, como por exemplo: é mais esportivo pescar piraputangas com material mais leve do que o indicado. Entretanto, também esses peixes foram capturados com a tralha acima, e para isso contribuiu muito a linha utilizada (deve ser de melhor qualidade, e que seja ao mesmo tempo resistente e muito flexível, permitindo bons arremessos, e que tenha baixa memória, não formando o efeito de “mola”).  Os anzóis deverão estar encastoados em fio de aço (flexível ou rígido) com cerca de 20 a 30 cm de comprimento. Assim, além da proteção contra as piranhas, quando usarmos o minhocuçu como isca, a “bengala” poderá ser feita cobrindo o anzol e o empate. As varas deverão ser protegidas para a viagem, em tubos apropriados.

Se o companheiro de pesca decidir por uma pescaria de Jaús, terá ainda que levar um conjunto de equipamento pesado (vara de ação pesada (60 a 80 libras), com molinete ou carretilha correspondente, com capacidade para pelo menos 100 metros de linha 0,80, chumbadas variando de 100 a 300 gramas, giradores e grampos adequados, e anzóis encastoados de tamanho 7/0 a 10/0).

Ficarei satisfeito se minhas experiências e conclusões ajudarem os companheiros a formarem sua própria tralha. Mandem mensagens com sugestões e contando sobre suas tralhas e pescarias.

Via http://www.guiasdepesca.com.br/
 

O que estão falando de nós

Já pesquei em muitos lugares do Brasil, desde a fronteira do Paraguai, passando pela Amazônia, litoral e até mesmo alto-mar. Mas nada se compara ao Pantanal do Mato Grosso (do Sul, rsrsrsrrs). O sol é outro, o ar é outro e os peixes são maravilhosamente briguentos! Ademais, a Odila é pescadora e - por isso - sabe como cativar seus clientes, proporcionando grandes momentos para nós. Valeu!

Luís Pedroso Ferracini,
Anápolis, GO
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